domingo, julho 22, 2007

"Solos de guitarra não vão me conquistar..."


Na realidade, vão, sim! Como bom aspirante a guitarrista que sou, amo solos de guitarra. Sempre analiso, tento tirar (isso é o mais complicado), estudo as características e a história do músico, etc.
No mundo da música, existem guitarristas que sabem tocar e aqueles que fingem saber (detesto estes "zerados"). Por outro lado, temos os que sabem tocar muito bem, mas não precisam mostrar isso a todo momento e os "masturbadores" do instrumento que, via de regra, deixam o feeling de lado e abusam da minha paciência tocando 140 notas por segundo (coisa muito legal de se fazer, porém maçante de ouvir).
Não vou negar que adoro virtuosos como Yngwie Malmsteen, Steve Vai, Joe Satriani e afins. Só que tenho predileção especial pelo sentimento que demonstra um Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page ou, até mesmo, guitar-heros como Steve Morse e Eduardo Ardanuy. O que importa é quando o solo se torna quase que um refrão da música, ou seja, você consegue lembrar dele.

Nesta pequena lista, relacionarei algumas músicas cujos solos de guitarra acho bem marcantes, sem ordem :

- "Gimme More Time" - Whitesnake - Álbum: Slide It In (1984) - Guitarrista: John Sykes;

- "Pro Dia Nascer Feliz" - Barão Vermelho - Álbum: Barão Vermelho 2 (1983) - Guitarrista: Roberto Frejat;

- "Die Hard The Hunter" - Def Leppard - Álbum: Pyromania (1983) - Guitarristas: Steve Clark e Phil Collen;

- "Shapes Of Things" - Gary Moore - Álbum: Victims Of The Future (1983) - Guitarrista: Gary Moore;

- "Lanterna dos Afogados" - Paralamas do Sucesso - Álbum: Big Bang (1989) - Guitarrista: Herbert Vianna;

- "No More Lonely Nights" - Paul McCartney - Álbum: Give My Regards To Broad Street (1984) - Guitarrista: David Gilmour;

- "Beat It" - Michael Jackson - Álbum: Thriller (1982) - Guitarrista: Edward Van Halen;

- "Easter" - Marillion - Álbum: Seasons End (1989) - Guitarrista: Steve Rothery;

- "Bark At The Moon" - Ozzy Osbourne - Álbum: Bark At The Moon (1983) - Guitarrista: Jake E. Lee;

- "While My Guitar Gently Weeps" - The Beatles - Álbum: The Beatles (1968) - Guitarrista: Eric Clapton;

- "Don't Stop Believin'" - Journey - Álbum: Escape (1981) - Guitarrista: Neal Schon;

- "Moonlight Shadow" - Mike Oldfield - Álbum: Crises (1983) - Guitarrista: Mike Oldfield;

- "Shout" - Tears For Fears - Álbum: Songs From The Big Chair (1985) - Guitarrista: Roland Orzabal;

- "Overkill" - Men At Work - Álbum: Cargo (1983) - Guitarrista: Ron Strykert ;

- "Detroit Rock City" - Kiss - Álbum: Destroyer (1976) - Guitarristas: Ace Frehley e Paul Stanley;

- "Straight To The Heart" - Dio - Álbum: Holy Diver (1983) - Guitarrista: Vivian Campbell;

- "Burn" - Deep Purple - Álbum: Burn (1973) - Guitarrista: Richie Blackmore;

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quarta-feira, julho 18, 2007

Não tem nada a ver comigo, mas eu gosto

Geralmente, julho, em Belém, é o mês das férias. Os estudantes ficam de pernas pro ar, os pais aproveitam para organizar a viagem para os "balneários" (cara, como odeio esse termo brega), alguns trabalhadores afortunados ganham alguns dias para seu descanso, etc.

Esse ano, o "meu" julho tem sido bem diferente da situação acima descrita: trabalho, trabalho e mais trabalho. Parece que todos os juízes trabalhistas foram proibidos de gozar deste direito constitucional (art. 7º, inciso XVII) e, dessa forma, resolveram "punir" autor, réu e seus respectivos advogados, marcando ou re-marcando as audiências para o mês corrente. Já pensou ter que ir para o tribunal às 11 horas da manhã de uma sexta-feira de julho? Eu mereço mesmo. A sorte está tão grande que, na última sexta-feira 13, bati meu carro em outro, pertencente à nossa "super bem preparada psicologicamente" Polícia Militar, mas isso é assunto para um outro texto.

Onde quero chegar discorrendo sobre tudo isso? Apesar de ocupado, tenho escrito mais aqui no Blog. O assunto da vez são as coisas que não têm nada a ver comigo mas que, inusitadamente, eu gosto. As pessoas que me conhecem bem normalmente já traçam um perfil das minhas preferências e implicâncias. Assim, surpreendendo a todos, aí vai:

Comédia-romântica: não sei que razão me faz gostar de um filme onde um casal se conhece mas, num primeiro momento, não se envolve, para, depois de diversas situações cômicas, ficarem juntos, terminarem e, no fim, reatarem o relacionamento. É sempre assim, pode reparar em "Um Lugar Chamado Nothing Hill", "Casamento Grego", "Como Se Fosse a Primeira Vez", etc. Talvez, porque sou muito tímido com as mulheres, sei lá...

Cindy Lauper, Madonna, Sade, Roxette e Cranberries: não gosto muito de vocais femininos, provavelmente devido às minhas raízes "metálicas", onde predominam 95% de vozes masculinas (não necessariamente voz de macho). Ocorre que cresci ouvindo Cindy Lauper e Madonna; Roxette é um pop-rock bem legal de escutar com a namorada; A Sade tem uma voz tão sensual e cool e as músicas dos Cranberries são fáceis de tirar no violão, hehehehe.

Soundgarden e Foo Fighters: roqueiro que me conhece, sabe que eu ODEIO grunge e todas as bandas alternativas vindas daquela cena de Seattle, no início dos anos 90. Eu tinha tudo para detestar, também, estas 2 bandas. Todavia, acho que o Soundgarden tem um groove e um "quê" bem pesado e true. Já a banda do Dave Grohl, ex-Nirvana (esta é a que eu menos suporto em todo rock) faz aquele rockzinho maneiro, com uma levada pop, com refrões empolgantes, apesar do instrumental deles não possuir nada muito técnico ou complicado. Mas, afinal de contas, eu adoro Ramones!

Veja, Isto É e Época: não gosto de política, não possuo nenhuma posição partidária ou ideológica, sei bulhufas de economia e índices financeiros, tampouco ligo para exposições de arte contemporânea realizadas em algum SESC-Pompéia da vida. Só que eu não consigo ver uma revista dessas "dando sopa" por aí. Logo eu pego, começo a folhear e devoro a dita cuja inteirinha. Como não costumo assistir aos tele-jornais, nem aos canais jornalísticos da SKY, é uma boa forma de me manter não tão alienado assim.

Religiões: eu acredito em Deus, isso é fato.Porém, não me chame para ir em missa, mesa-branca, terreiro, sinagoga, oração, terço, etc. Acho isso tudo uma grande chatice, perda de tempo, enrolação, ou seja, fico com sono e me estresso. Contudo, tenho um fascínio por conhecer a história das crenças, religiões, como surgiram, o que eles acreditam, o que proíbem (adoram proibir alguma coisa). Quem sabe por eu acreditar nessas teorias conspiratórias, fico tentando achar quem é que está mentindo, querendo dominar o Mundo.

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terça-feira, julho 17, 2007

Bandas para escutar o resto da vida


De novo, o Doda pediu e eu não pude recusar (mas não te "entrosa" hein, sacana! Ainda existem certas coisas que não faço!). Ok, chega de trocadilhos idiotas de 8a. série, hehehe. Minha missão, agora, é listar quais as 5 bandas que eu escolheria para passar o resto da vida ouvindo.

É uma tarefa bem difícil para mim, um ávido devorador de música, tanto faz ela rock 'n' roll, metal, jazz, ou seja lá o que for. Meu PC passa 6 dos 7 dias da semana, ininterruptamente conectado ao SoulSeek, baixando tudo o que eu ainda não tinha comprado em disco antes da invenção da banda-larga. Isto é, possuo a discografia de inúmeras bandas que eu já gostava, de muitas que conhecia pelo nome e de algumas que sequer tinha ouvido falar. É quase 1 Tera-byte de mp3 e uns 1.500 cd's pra escolher. Não que eu seja "o expert" (longe de mim) mas, quando o assunto é música, não nego fogo. Pois bem:

Vamos supor que o meu querido Paysandu fechasse as portas e fosse extinto (infelizmente, a situação do clube começa a me afligir quanto à esta possibilidade). Só com isso, eu já perderia quase 40% do meu divertimento que é ir ao campo ("estádio", aqui em Belém) e me tornaria um semi-morto. Imaginemos, também, que eu tivesse casado com uma ploc lanceira ("puta", termo também usado na capital paraense) que tomasse todos os meus bens num divórcio, me deixando completamente liso, só me restando um iPod com a discografia de 5 bandas para ouvir enquanto bebesse um gole de buchudinha ("cachaça", vocês já sabem onde), para depois sair andando nú, todo sujo, pela rua. Quais seriam essas bandas?

Elvis Presley: O cara popularizou tudo o que veio depois dele. Até então, rock era visto pelos americanos racistas (desculpem-me pelo pleonasmo) como música de negro delinquente. Esse tabu foi quebrado e o estilo explodiu quando o "Rei" apareceu. Não o escolhi só pela importância histórica, mas também porque acho suas músicas divertidas pra caramba e, apesar de umas bobinhas, outras melosas, o cara tem um vozeirão, com um extenso alcance e técnica que fez alguns especialistas considerarem um instrumento. Eu gosto até da fase cafona dele: inchadaço, usando aquelas roupas com capas brancas, lantejoulas e suas costeletas enormes.

Black Sabbath: Os "pais" do heavy metal. Existe frase mais clichê? Só que não tem como negar que o Sabbath demonizou, distorceu e aumentou o volume de tudo que o Elvis criou. Tony Iommi, com seus riffs e power-chords, influenciou 10 entre 10 guitarristas de qualquer sub-gênero da música pesada. Tanto faz com Ozzy, Dio, Ian Gillan, Glenn Hughes ou, até mesmo, com o mega-esculachado Tony Martin nos vocais, o extenso material lançado por esta banda merece ser ouvido até a minha morte. Por favor, sem "Paranoid" ou "Iron Man" no iPod, mas com todo o resto, principalmente "Heaven and heeeeeeeeellllll!!!" \m/

Queen: Pouco me importa se todo mundo tem implicância com a viadagem do Freddie Mercury ou se já estou enjoado de "We Will Rock You", "We Are The Champions", "I Want To Break Free" e "Love Of My Life". Considero essa banda injustiçada justamente pelos hits, já que os primeiros 8 (oito) discos de estúdio lançados entre 1973 e 1980 são quase obras-primas, recheados de ecletismo (termo perigoso, eu sei), variações ritmicas, fraseados guitarrísticos inovadores de Brian May, quase como uma orquestra de guitarras. Do meu iPod poderiam limar todos os sucessos radiofônicos, exceto "Under Pressure", a minha favorita na obra do Queen.

Deep Purple: Se o Black Sabbath inventou o heavy metal, o Purple colocou muita técnica, improvisação, e profissionalismo no estilo. Recheado de músicos talentosíssimos em quaisquer de suas inúmeras formações (a banda já trocou de integrantes como quem troca de roupa) e mistura o peso da guitarra com a erudição do teclado, além dos potentes vocais de Ian Gillan, sendo que a fase com David Coverdale/Glenn Hughes nos vocais também é perfeita, pra mim. O conjunto gerou uma série de "filhos" como Rainbow, Whitesnake, Ian Gillan Band, além de ter influenciado uma geração inteira de bandas do heavy ao progressivo. Sem "Smoke on The Water", please...

Kiss: Rá!!! A grande "surpresa" da lista. Claro que essa aqui não poderia faltar, né? Sou fã assumido e tenho quase TUDO. Tá, é impossível afirmar isso de uma banda que já lançou desde camisinha, cartão Visa, automóvel e até caixão(!). Foram eles que inventaram as explosões, mega-espetáculos nos shows, o glam, e todo o hard rock festeiro que se seguiu dos anos 70 até hoje. O conjunto tem mais de 30 discos lançados: o rock 'n' roll do início, uma fase disco, um álbum conceitual, uma guinada ao heavy metal, a "farofada" dos anos 80 e a volta das maquiagens. É muita coisa boa, com algumas merdas, claro. Mas, se no merchandising oficial eles lançaram até papel-higiênico, por que não podem fazer cagada? Ah! Na pasta do Kiss, pode deixar tudo, inclusive "Rock And Roll All Nite" :-)

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sexta-feira, julho 06, 2007

Tocando guitarra



No último dia 29 de junho, foi realizado no auditório do CCAA de Belém a primeira prova prática do curso de guitarra da Escola G2 Muhsica. O evento foi aberto ao público, em especial aos familiares e amigos dos alunos participantes.

Por ser aluno há cerca de 1 (um) ano, também fui avaliado naquela noite quente de sexta-feira. Confesso não ter me dedicado ao estudo, nem tampouco realizado mais ensaios. Sobretudo, por estar muito nervoso (sou tímido, porra!) não fiz uma boa apresentação, bem abaixo da nota 7,5 que recebi (obrigado ao meu professor e amigo Saulo Caraveo, pela aliviada).

O "quase-fiasco" pode ser conferido neste link. Eu sou o cara da esquerda, usando essa camisa bege. Fiquem à vontade para comentar minha performance...

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sábado, junho 30, 2007

Top 5: Playboy's favoritas da adolescência



Bom, já tem um tempão que não escrevo por aqui. Os motivos são os mesmos de sempre: preguiça, falta de criatividade e/ou saco, ou seja, não nasci para ser um blogueiro.


Todavia, tenho acompanhado os blogs legais que constam da pasta "Meus favoritos" do IE. Seguindo a sugestão do Doda, amigo dos tempos de colégio, elaborei a lista das 5 Playboy's que marcaram meus tempos de "empinador de papagaio", quando eu era um magricelo cheio de espinhas na cara, apelidado de "Chokito" :-(

Só lembrando que a lista está em ordem cronológica, não de preferência...


1 - Vanusa Spindler - Junho de 1989: foi a primeira revista "dessas" que eu ganhei. Foi presente da minha mãe (!). A musa da capa tinha bunda e seios grandes, loira, olhos azuis, etc. Por onde anda Vanusa?

2 - Mara Maravilha - Fevereiro de 1990: calma, eu sei que ela não era lá essa coca-cola, mas era quem eu assistia durante as tardes na então TVS. Imagine a curiosidade da garotada na pré-puberdade para ver as "maravilhas" da apresentadora (tá bom, foi horrível esse trocadilho).

3 - Kátia Maranhão - Abril de 1991: lembro que nunca tinha ouvido falar nela até então. Contudo, depois deste ensaio ela foi apresentadora do Casseta & Planeta Urgente por um tempo. Branquinha, cabelos ondulados, fotos tomando banho de espuma, pera aí um pouquinho...

4 - Cristina Mortagua - Maio de 1992: Nossa! Essa aí era (ou ainda é) uma das mulheres mais safadas da face da Terra. Mesmo vestida de freira, não tem escapatória. Morenaça muito gostosa. O Edmundo "Animal" comeu, engravidou e se fud...

5 - Mônica Carvalho - Maio de 1993: Taí o tipo de mulher que eu mais gosto: morena meio mestiça com índia; cabelos encaracolados; seios médios; bunda arredondada, mas não muito grande, pêlos pubianos aparados, porém, no lugar onde devem estar (odeio essas depilações de hoje em dia). Na época, ela aparecia na abertura de uma novela. Atualmente, acha que é atriz.

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sexta-feira, dezembro 15, 2006

Os 10 discos mais frustrantes

Sabe quando você abre um revista ou entra num site da internet e lê que aquela banda que você tanto curte está gravando um novo cd? Eu, fanático por música, fico logo ansioso aguardando o lançamento. Daí, o bendito vai para a loja (atualmente, é meio complicado dizer que todo mundo "compra" discos, hehehe) e, quando finalmente se escuta, vem a bomba: o novo trabalho é uma merda, as músicas são chatas, mudaram o som da banda, até a capa é "palha", etc.
Abaixo, escolhi apenas 10 (dez) dos inúmeros "chutes no meio das pernas" que já levei:

Def Leppard - Slang (1996): Eles eram uma banda de hard rock "farofa" nos anos 80, o baterista não tem o braço esquerdo, mas mesmo assim mandava muito bem com um kit eletrônico, as músicas eram cheias de energia e vendiam milhões de discos. Porém, como os rockstars estão sempre insatisfeitos, resolveram mudar. O que fazer então? Jogar tudo pro alto e reciclar o som, simplificar tudo. Acho que andaram ouvindo muito a turma grunge de Seattle antes de entrarem em estúdio. Resultado: um disco insosso, fraquíssimas vendas e retorno ao estilo consagrado no cd seguinte.

Europe - Secret Society (2006): Outro representante da safra poser do hard oitentista. Eles sumiram em 1992 e voltaram em 2004, com a formação original, lançando o apenas mediano Start From The Dark, que já preparou o caminho para o que temos aqui: canções cheias de influências modernas, guitarras com afinação baixa e vocais distorcidos. Não espere uma nova "The Final Countdown", pois mal dá pra ouvir os teclados nessa porcaria...



Helloween - Keeper Of The Seven Keys - The Legacy (2005): Desde que o vocalista Michael Kiske saiu em 1993, essa banda nunca mais foi a mesma. De pioneiros do heavy metal melódico, tornaram-se clones de si mesmos, piorando mais ainda com a horrorosa voz do novo cantor, Andi Deris. Neste álbum, os alemães decidiram criar uma terceira parte para os aclamados Keepers... lançados nos anos 80. A iniciativa atiçou os antigos fãs, que imaginavam um retorno aos tempos de glória do conjunto. Que nada, do cd (duplo) salvam-se umas 2 ou 3 músicas, no máximo. Êta disquinho pereba...

Iron Maiden - Virtual XI (1998):
Outra banda que padeceu com a troca de vocalistas. Já tinham lançado o fraco The X Factor (1995). Só que errar é humano. Burrice foi insistir com Blaze Bayley. Trata-se do 11º trabalho de estúdio da carreira e como seria lançado na época da Copa do Mundo da França, alguém teve a "genial" idéia de colocar um moleque assistindo um jogo em realidade virtual entre Brasil e Inglaterra na horrenda capa do disco. O som então nem se fala: músicas e refrões hiper-repetitivos, péssimos vocais e até uma balada com nome em espanhol (!): "Como Estais Amigos". Nota 0.


Kiss - Carnival Of Souls (1997): Pô, pera lá! Todo mundo sabe que eu sou tiete do Kiss. Agora, isso aqui não é Kiss! Os vocais são do Paul Stanley e do Gene Simmons, mas e o resto? Se me dissessem que a banda de acompanhamento foi o Stone Temple Pilots, Alice In Chains ou o Soundgarden eu não duvidaria. É grunge puro! Foi gravado em 1995, contando com Eric Singer (bateria) e Bruce Kulick (guitarra), mas foi engavetado depois da volta da formação original mascarada. Resolveram lançá-lo dois anos depois, devido à pirataria que rolava solta em cima da demo-tape.


Ozzy Osbourne - Down To Earth (2001): Depois do seriado "The Osbournes", Ozzy nunca mais foi o mesmo. Acho que ficou "gagá" de vez. E como quem manda é sua mulher, Sharon, esta decidiu que o estilo da banda deveria ser atual, moderno: aquele metal "adidas" ou new metal, com a cara de Linkin' Park, Limp Biskuit, Korn, etc. Claro que ficou um perfeito saco de fezes. Nem o Zakk Wilde na guitarra ajuda aqui.




Metallica - St. Anger (2003): Ah, esses caras já vinham decepcionando desde o Load (1996), mas há quem diga que eles já tinham "se vendido" no disco Metallica (1991). Fizeram tudo para que todo mundo esquecesse que um dia tocaram heavy metal, até brigaram com o Napster, em 2000. Pra piorar, mandaram embora o baixista Jason Newsted (o baixo foi comandado pelo produtor Bob Rock). Não conformados, decidiram substituir a bateria por um jogo de panelas Tramontina e ELIMINARAM os solos de guitarra das músicas. Melhor nem continuar e ficar por aqui, antes que eu vomite...

Megadeth - Risk (1999): Dave Mustaine sempre sentiu muita inveja do Metallica. Dessa forma, quando viu que seus ex-companheiros estavam "amansando" suas músicas, usando roupas da moda, limpinhos e com os cabelos cortados, aparecendo na mídia e vendendo milhões, o cara surtou e decidiu copiar tudo isso. Acontece que o Megadeth é diferente, começando pela voz de pato do Mustaine. Aqui ele atirou pra tudo quanto é lado: tem baladinha romântica, pop rock e até um quase techno. Intragável.


Van Halen - Van Halen III (1998): Confesso que, quando soube que tinham demitido o vocalista Sammy Hagar, cheguei a me empolgar, achando que o showman David Lee Roth voltaria a ocupar a voz do grupo. Ledo engano: recrutaram o ex-Extreme, Gary Cherone (aquele do hit More Than Words). O que esse rapaz esganiça aqui é dose pra mamute. As músicas são chatas e sonolentas. Uma delas tem o vocal do guitarrista Edward Van Halen, um total fracasso como cantor. De tão baixas as vendas do álbum, a gravadora Warner decidiu cancelar o contrato com a banda. Quem manda fazer merda...

Aerosmith - Just Push Play (2001): Depois de "Cryin" e, principalmente, "I Don't Want To Miss A Thing", o Aerosmith virou queridinho de 11 entre 10 adolescentes assinantes da revista Capricho. Cadê aquela banda festeira, com vocais rasgados, guitarras "na sua cara" e composições bem rock 'n' roll? Essa bolachinha é puro pop-rock, totalmente comercial, com músicas feitas para tocar na Jovem Pan e seus vídeo-clipes "bombando" na parada do Disk-MTV apresentado por aquelas gêmeas retardadas. Triste :(



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quarta-feira, dezembro 13, 2006

ALICE COOPER - "Welcome To My Nightmare" (1975)


Alice Cooper foi o nome da banda montada pelo vocalista Vincent Damon Furnier que, segundo reza a lenda, foi inspirado por um espírito através da famosa "brincadeira do copo". A formação continha Alice Cooper (vocal), Glen Buxton (guitarra), Michael Bruce (guitarra), Dennis Dunaway (baixo) e Neal Smith (bateria).

O grupo foi pioneiro no rock teatral, cujos shows apresentavam desde sangue falso, cadeira elétrica e até uma guilhotina que decepava a cabeça do vocalista. Dizem que foi a fonte de inspiração do Kiss. Porém, os dois primeiros discos, "Pretties for You" (1969) e "Easy Action" (1970), seguem uma linha mais psicodélica. Foi a partir do terceiro disco "Love It To Death" (1970), que o puro rock 'n' roll foi finalmente incorporado ao som dos caras.

Em 1974, após a famosa passagem pelo Brasil, com shows superlotados e, consequentemente, gente pisoteada na confusão, o "Alice Cooper Group" se desfez. Assim, Alice Cooper (o vocalista) seguiu em carreira solo. Este escalou Bob Ezrin para produzir um de seus melhores e mais conhecidos discos. É um álbum conceitual sobre pesadelos, com um clima bem dark. Cada música é um pedaço de sonho. É nesse disco que estréia o mascote Steven, que sempre apareceria de alguma maneira em algum álbum, seja nas letras ou no encarte dos discos.

Os grandes destaques aqui são: a balada "Only Women Bleed", a faixa-título, o rockão "Department Of Youth", a irônica "Cold Ethyl" e a sombria "Black Widow", que conta com uma narração do ator Vincent Price (que interpretou vários filmes de terror e, anos mais tarde, também fez uma narração no final da música "Thriller" do Michael Jackson).

Daí em diante, a carreira solo de Cooper deslanchou, apesar de alguns altos e baixos, principalmente no final dos anos 70 até meados dos anos 80, devido a problemas com alcoolismo. Porém, a partir do disco Trash (1989), recheado de hits, o sucesso veio novamente e até hoje o cantor está na ativa, lançando bons discos e fazendo turnês. Não preciso dizer que sou fã de carteirinha do cara, né? ;)

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segunda-feira, dezembro 11, 2006

THIN LIZZY - "Live And Dangerous" (1978)


O Thin Lizzy foi formado em 1969, na cidade irlandesa de Dublin, contando com Phil Lynott (baixo e vocal), Brian Downey (bateria) e Eric Bell (guitarra). A banda lançou trabalhos excelentes que entraram para a história do hard rock e foi uma das pioneiras das chamadas twin guitars: aqueles duetos de guitarras característicos de bandas como Iron Maiden (o baixista Steve Harris é fã confesso do Lizzy) e Judas Priest.

O disco Live And Dangerous, lançado em 1978, contava com o line-up clássico da banda: os já citados Phill Lynnot e Brian Downey, mais Scott Gorham (guitarra) e Brian Robertson (guitarra).Foi gravado ao vivo na turnê de 1977 e traz os grandes hits do grupo, como: "Emerald", "The Boys Are Back In Town", "Don´t Believe A Word" e "The Rocker".

Há alguns anos, a revista britânica Classic Rock Magazine promoveu uma votação que contou com cerca de 7.000 leitores e o elegeu como o melhor álbum de rock ao vivo de todos os tempos! Porém, recentemente, foi revelado que de "ao vivo" este disco tem pouca coisa...

Segundo o produtor Tony Visconti, a voz de Phil Lynott foi totalmente refeita em estúdio para sanar algumas falhas técnicas, e com muito cuidado para que as novas vocalizações parecessem “ao vivo”. Ainda sobre as vozes, os backing vocals de Brian Robertson e de Scott Gorham também foram refeitos, e cantados pelo próprio Phil. Imaginem um disco ao vivo em que o cantor principal faz sua parte e as vozes de fundo simultaneamente. As linhas de contra-baixo também foram regravadas, bem como várias partes das guitarras. O único instrumento que não foi "mexido" em estúdio, ou seja, é verdadeiramente ao vivo, é a bateria.

De fato, o som está muito cristalino, "perfeitinho" demais. Mas, particularmente, não me importo se é falcatrua ou não. O que interessa é boa música, rock 'n' roll no "talo". E isso eles sabiam fazer muito bem. Aliás, quase todas as bandas fazem overdubs em seus "Live", nem vale a pena se estressar por isso.

Pra quem não conhece nada do conjunto irlandês, este é um ótimo apanhado da carreira. Vão com fé que eu garanto ;-)

Vale informar que o grupo acabou em 1983, e seu líder, Phil Lynott veio a falecer em janeiro de 1986, em decorrência de cirrose.

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sábado, dezembro 09, 2006

DEEP PURPLE - "Come Taste The Band" (1975)


Nos anos 70, o Deep Purple, juntamente com o Black Sabbath e o Led Zeppelin, foi um dos pilares do rock pesado, ajudando a definir o som que futuramente seria denominado Heavy Metal. Após um início de carreira meio imperceptível, a banda lançou grandes discos como: In Rock (1970), Fireball (1971), Machine Head (1972) e Made In Japan (1972), que até hoje são considerados clássicos do estilo.

Em 1973, o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover são demitidos e, para as vagas, são recrutados David Coverdale (vocal) e Glenn Hughes (baixo e vocal). Assim, no mesmo ano, lançam mais um ábum excelente: Burn. Porém, nas sessões de gravação do disco seguinte (Stormbringer, lançado em 1974), o guitarrista e fundador Richie Blackmore demonstrou todo o seu descontentamento com o novo direcionamento musical do grupo. A grande influência de soul e funk desagradava profudamente Richie, fato que culminou com sua saída da banda, após o fim da turnê em abril de 1975. A banda não pensou duas vezes e, por indicação de David Coverdale, convidou o jovem guitarrista Tommy Bolin, que já havia tocado no James Gang, Zephyr, Billy Cobham, entre outros.

Bolin deu nova vida ao Purple, com riffs e solos fantásticos, destacando-se as faixas "Coming Home", "Lady Luck", "Gettin' Tighter" e "This Time Around/ Owed To G", que evidenciaram ainda mais a "veia funky" do conjunto. Os teclados de Jon Lord e a bateria de Ian Paice também mostram altíssima competência. Já os duetos vocais de Coverdale e Hughes estão entre os melhores da história do rock.

Após o lançamento, a banda seguiu em turnê de divulgação. Todavia, com pouco mais de um mês na estrada começaram a surgir diversos problemas com Hughes e Bolin no que se referia a drogas (cocaína e heroína, respectivamente). Enquanto estavam ensaiando e gravando, Bolin conseguiu manter um certo controle, mas antes do início de um show no Japão, ao injetar a droga, seu braço direito ficou semi paralisado. Assim, subiu ao palco com a sua guitarra com o volume no minímo, fazendo somente as bases, enquanto Jon Lord executava os solos.

Em 1976, o Purple partiria para a Inglaterra onde, a 11 de março, começam uma série de 5 apresentações. Para desespero de todos, Bolin perdera o controle novamente e todas as datas inglesas foram um fiasco. Após isso, Jon Lord e Ian Paice decidem encerrar a banda. Em dezembro do mesmo ano, Tommy Bolin faleceu em decorrência de overdose.

Daí pra frente, Coverdale formou o Whitesnake, chamando Lord e Paice para a banda. Glenn Hughes seguiu gravando com diversos artistas (ver biografia aqui). O Deep Purple retomaria as atividades em 1984, porém com a formação clássica (Ian Gillan, Roger Glover, Richie Blackmore, Jon Lord e Ian Paice), a chamada mk II.

É isso aí, pessoal, de vez em quando volto a escrever por aqui. Quem tiver interesse nesse discaço, eu faço uma cópia :P

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Obs: este texto é dedicado ao meu brother, Rick Gonçalves, que considera o Come Taste.."A SÍNTESE DO HARD ROCK" :)))

segunda-feira, outubro 09, 2006

AEROSMITH - "Rocks" (1976)


Após uma longa pausa, estou de volta. Não sei se vou ter paciência de escrever muito, mas procurarei não deixar isso aqui desatualizado por tanto tempo.

Hoje, resolvi falar do melhor disco do Aerosmith: "Rocks", lançado em maio de 1976, depois do sucesso de "Toys In The Attic", do ano anterior

Pra quem não conhece a fase setentista da banda, eles tocavam um rock 'n' roll vigoroso, com fortes influências do blues. Era totalmente diferente da fábrica de baladas xaropes para a MTV em que o conjunto se tornou a partir dos anos 90. Portanto, se você ama "Cryin", pira o cabeção ao som de "Crazy" e acha "I Don't Wanna Miss A Thing" a mais bela canção de amor de todos os tempos (arrgh!), passe longe desse disco. Aqui não tem nada disso! É um disco de rock, pô!

As faixas vão do rock carregado de swing e funk em "Get the Lead Out" e "Last Child", passando pelas velozes "Rats in the Cellar" e "Lick and a Promise" e o blues pesado em "Sick as a Dog." Lógico que não poderiam faltar os gritos alucinados de Steven Tyler em "Back in the Saddle", que possui um riff cavalgado quase country. espaço para uma balada: "Home Tonight", porém mais melancólica e menos melosa do que a fase atual da banda. O grande destaque desse álbum é "Nobody's Fault", pela cadência, melodia e o clima dark que transmite.

Como o próprio título em inglês sugere: ROCKS (Esse disco é do car..!!!). Um disco que acabou de vez com as comparações com os Rolling Stones (pessoalmente, nunca achei nada parecido, só a boca grande dos vocalistas e o profundo apreço pelas "substâncias proibidas" que detinham os integrantes de ambas as bandas) e deu personalidade própria à trupe de Boston, que foi, nessa época, uma das melhores bandas do hard rock mundial.

LET THE MUSIC DO THE TALKING!!!

quarta-feira, abril 19, 2006

Enquete: qual o vocalista mais LINDO do rock?

A parada é duríssima, por onde eles passam (ou passavam, já que dois deles são falecidos) atraem a tietagem histérica das garotas que os veneram como deuses. Eis os galãs da disputa:


a) Dee Snider (Twisted Sister)
















b) Brian Johnson (AC/DC)











c) Geddy Lee (Rush)














d) Lemmy Kilmister (Motörhead)



















e) David Byron (Uriah Heep) - falecido













f) Joey Ramone (Ramones) - falecido

















g) Biff Byford (Saxon)

quarta-feira, março 29, 2006

Você precisa conhecer em Belém


- O mau-humor da garçonete/dona do Budega;

- As cadeiras com cheiro de c* do Toc-Toc da Doca;

- A Cerpa QUENTE do Café Imaginário;

- O lema "o cliente está sempre errado" do Habib's;

- As malucas operações matemáticas feitas na conta do Pizza Hut;

- Ouvir: -Acabou a cerveja, às 22h no Jungle;

- Também ouivr: - Se não estiver no happy-hour não pode consumir nada, no Amazon Beer;

- O couvert artístico mais caro que a pizza da Vitória (Icoaraci);

- O X-gordura do Big Mengão;

- O "pitiú" que paira no ar no Asahi (Av. Gov. José Malcher);

- As formigas na terra embaixo da sua mesa do Churrasquinho do Japa (Rod.Augusto Montenegro);

- O interminável reggae do Santa Fé;

- O "descontão" que a dona do Arapuca's (Av.Dr. Freitas, próximo à casa do Orla) faz na compra de uma grade de cerveja.

QUE BELEEEEEZA!!!

Ps: quem tiver mais dicas gastronômicas ou culturais, deixe nos comentários ;)

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segunda-feira, março 27, 2006

AOR


Mas o que diabo significa AOR? Essa é a sigla de Adult Oriented Rock (rock orientado para adultos) ou Arena Oriented Rock (rock orientado para arenas), isto é, um rock comercial (feito para tocar nas rádios), melódico, carregado em refrões, riffs de guitarra e teclados (bastante teclados!!!). Assemelha-se bastante ao rock "farofa", só que este aproxima-se mais do heavy metal, enquanto que no AOR predominam o pop e as baladas açucaradas.

Foi o som característico dos anos 80, principalmente nos filmes produzidos nos EUA (Férias do Barulho, A Garota de Rosa-shockin', Rocky IV, Clube dos Cinco, Footloose, etc) e nas propagandas de cigarro que mostravam jovens saudáveis praticando esportes radicais, aventura e adrenalina na veia (uhuu!!).

Nos dias atuais, apesar de sua total decadência, o estilo ainda sobrevive no underground saudosista e nas rádios classic rock americanas. Porém, sem o mesmo apelo popular que o tornou a moda (ou a "praga") da década oitentista. A seguir, alguns artistas representativos do gênero e suas músicas de maior sucesso:

Boston: More Than A Feeling (1976);

Styx: Babe (1979) e The Best Of Times (1980);

Kansas: Dust In The Wind (1977), Point Of Know Return (1977) e Play The Game Tonight (1982);

Journey: Don't Stop Believin' (1981), Separate Ways (1983), Be Good To Yourself (1986) e Ask the Lonely (1988);

Asia: Only Time Will Tell (1982) e Heat Of The Moment (1982);

Heart: These Dreams (1985) e Alone (1987);

Foreigner: Waiting For A Girl Like You (1981) e I Wanna Know What Love Is (1984);

Survivor: Eye Of The Tiger (1982), Moment Of Truth (1984), I Can't Hold Back (1985) e Burning Heart (1985);

Toto: Hold The Line (1978), Rosanna (1982), Africa (1982) e I'll Be Over You (1986);

King Kobra: (Never Say Die) Iron Eagle (1986)

Quem estiver interessado nas "preciosidades", pode procurar na net ou me pedir, já que adoro essas breguiçes toscas.

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sexta-feira, março 10, 2006

Grandes vocalistas: GLENN HUGHES


Glenn Hughes nasceu em 1952, na Inglaterra. Aos 16 anos, montou a banda Trapeze e entrou para o mundo da fama como vocalista e baixista. Eles lançaram três álbuns, sendo que o melhor é "You Are The Music, We’re Just The Band" (1972).

Em 1973, foi convidado pelo tecladista Jon Lord para substituir o baixista Roger Glover no Deep Purple. O guitarrista e temperamental Richie Blackmore, não aceitou que Hughes assumisse também o posto de vocalista (Ian Gillan também havia deixado o conjunto), pois achava que ele brilharia mais do que o resto da banda. Assim, recrutou um ex-balconista de uma loja de roupas, David Coverdale (que anos mais tarde montaria o Whitesnake), para assumir os vocais.

Assim, lançaram o disco "Burn" (1973) e "Stormbringer" (1974). A combinação do timbre bluesy de Coverdale com a versatilidade e os agudos ilimitados de Hughes tornou-se uma das maiores características do Deep Purple. Hughes levou a banda para uma direção mais funky, ratificada com o álbum "Come Taste The Band" (1975), já contando com o guitarrista Tommy Bolin, no lugar de Blackmore.

Foi nessa época que Hughes e Bolin tornaram-se grandes amigos e, infelizmente, parceiros no vício das drogas. Reza a lenda que, durante as turnês, a banda viajava pelos EUA de avião, enquanto os traficantes seguiam de van pela estrada, para suprir o fornecimento de cocaína e heroína para a dupla. Ironicamente, Bolin morreu de overdose de heroína em 1976, precipitando o fim do Deep Purple.

A partir daí, Hughes lançou seu primeiro disco solo, "Play Me Out" (1977), e sumiu, afundado-se de vez nas drogas.

Em 1986, entrou para o Black Sabbath, onde gravou o disco "Seventh Star". Todavia, devido ao avançado estágio de dependência química, brigou com um roadie, levando um soco no nariz que lhe causou uma hemorragia seríssima (o sangue escorria para a garganta, praticamente impossibilitando-o de cantar). Dessa forma, só participou, no sacrifício, de 5 (cinco) shows da turnê de divulgação.

Apenas em 1992, já totalmente limpo e livre do vício, Glenn retomou sua carreira solo, lançando uma série de discos, nos mais diferentes estilos: blues em "Blues" (1992); hard rock "farofa" em "From Now On" (1993) e "Burning Japan Live" (1994); soul e funk com "Feel" (1995) e "Addicted" (1997) e o mais puro rock com "Return To Crystal Karma" (2002) e "Songs In The Key Of Rock" (2003).

Isso sem contar suas participações como convidado em trabalhos de outros músicos e projetos como Phenomena, Voodoo Hill e HTP, ao lado do também ex-Deep Purple, Joe Lynn Turner.

Quem gosta de um rock and roll vigoroso, recheado de influências das mais diversas, como o funk (não é o carioca, pelamordedeus!), soul, blues e pop, não pode deixar de conferir o competente contra-baixo e a impressionante voz desse cara, apelidado sabiamente de "The Voice of Rock".

Uma curiosidade: em 2001, foi noticiado que Glenn Hughes havia morrido, o que causou uma confusão danada. Na realidade, o falecido foi outro Glenn Hughes, cantor do grupo macho men Village People, vítima de AIDS.

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segunda-feira, março 06, 2006

Grandes guitarristas: STEVE VAI


Steve Vai nasceu nos Estados Unidos em 1960 e estudou guitarra no Berklee College of Music. Ele jamais escondeu sua admiração por Frank Zappa, admiração essa que o fazia passar horas e horas quebrando a cabeça para transcrever a clássica The Black Page Nº 1. Em 1979, ao terminá-la, fez uma demo onde a tocava (dizem que Steve a gravou com o dobro da velocidade da original!), e junto à transcrição, enviou-a em uma carta endereçada a Zappa.

Ao ouvi-la, Zappa ficou impressionado com a habilidade incomum do garoto, e o chamou para se juntar à sua banda. Vai gravou vários discos com Zappa como "You Are What You Is" e "The Man From Utopia", todos do período entre 1980 e 1983. Sendo membro importante da banda de Zappa, fez turnês onde o mestre o apresentava como o responsável pelas "impossible guitar parts" (partes impossíveis da guitarra). De seu ídolo, ele absorveu muito, fato demonstrado no seu primeiro trabalho solo, "Flex-able" (1984).

Em seguida, Vai substitui Yngwie Malmsteen no Alcatrazz, gravando o disco "Disturbing The Peace" (1985);

Depois, fez uma participação especial no filme "A Encruzilhada" (Crossroads, 1986) que conta a história de um estudante de violão clássico (Ralph Macchio, o Daniel Sam de "Karatê Kid") que busca a fama. O seu maior ídolo é o bluesman Robert Johnson e como se dizia que este não havia gravado sua trigésima música, o rapaz decide encontrar e gravar a tal música para lançar sua carreira. O momento clássico é o "duelo" de guitarras entre Macchio e Steve Vai (que interpreta uma espécie de braço direito do diabo).

Daí pra frente, o cara virou mega-star, destronando do reinado guitarrístico o, até então, unânime Eddie Van Halen quando, ironicamente, foi chamado pelo vocalista David Lee Roth, ex-vocalista do próprio Van Halen (aquele da música Jump), para integrar sua banda solo de 86 a 88. (Nota: no carnaval, passou o clipe de Yankee Rose, desta época, numa maratona da MTV).

Entre 89 e 90, gravou e participou da turnê do disco "Slip Of The Tongue" do Whitesnake. Seguindo, definitivamente, em carreira-solo desde então.

Pra quem gosta de guitarra ultra-técnica e liberdade estética musical, indico o segundo e melhor disco solo dele, lançado em 1989: "Passion And Warfare".

Além de tocar, Vai também canta em seus discos. Outra curiosidade, é que o rapaz tem um modelo próprio de guitarra feito pela marca Ibanez, o JEM7V, de 7 (sete) cordas!!!

Fora isso, ele é também bem poser: faz meditação oriental zen, usa roupas e óculos espalhafatosos, e nos shows, exige um ventilador no chão do palco para que seus cabelos fiquem esvoaçando. Em 2004, ao vir ao Brasil, uma de suas exigências de camarim eram xampús e condicionadores específicos para cabelos oleosos. Ou seja, é um ser VAIdoso.

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PINK FLOYD - "The Final Cut" (1983)


Esse é o disco mais controverso de toda a carreira do Pink Floyd: odiado pela maioria, adorado por poucos, sempre foi considerado quase um disco-solo do baixista/vocalista Roger Waters. Mas essa predominância já vinha desde o multi-platinado The Wall (1979), quase inteiramente composto por ele. As gravações foram marcadas por muita tensão e brigas entre os integrantes, culminando com a demissão do tecladista e membro fundador Richard Wright.

O que mais incomodou os fãs foi o fato dos outros componentes figurarem basicamente como "músicos contratados". Há também pouca ênfase nas guitarras (há muita orquestra, isso sim). Porém, quando aparecem, os solos de David Gilmour (que só canta em "Not Now John") continuam marcantes, como em "The Fletcher Memorial Home".

O clima das canções é denso, triste e depressivo (não indico sua audição a quem possui tendências suicidas), porém, de uma riqueza lírica singular. Todo o disco trata sobre os prejuízos da guerra e sobre o desperdício de vidas humanas feito pelos governantes. Visto que o pai de Roger Waters morreu em combate na 2a. Guerra Mundial, fica óbvio que este álbum é bastante autobiográfico. As pequenas faixas de tecido colorido da capa tratam-se de condecorações a soldados. O subtítulo do cd é "A requiem for the post war dream" ("uma elegia para o sonho do pós-guerra").

Pra mim, é uma obra subestimada e injustiçada, que precisa ser "digerida" com atenção do ínicio ao fim, para que todo o seu conceito seja entendido. É o meu favorito, junto com o Animals (1977).

Após o lançamento, Waters saiu da banda e partiu para a carreira solo, iniciando um processo judicial contra os remanescentes para que o nome "Pink Floyd" não fosse mais usado. Não preciso dizer que ele perdeu a causa né?

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terça-feira, fevereiro 14, 2006

Falta de tempo e crise

Aos meus dois ou três leitores:

Ando afastado deste blog nos últimos tempos. Além de estar realmente trabalhando (até que enfim! Né, seu Ema?), entrei numa profunda crise de idéias, ou melhor dizendo, falta de criatividade.

Ando com a cabeça a mil por hora e não consigo pensar em nada interessante para "bostar" aqui. Nem mesmo as já batidas resenhas de discos que só eu escuto e aprecio estão saindo.

Coloco um cd e prestar atenção que é bom, nada. Acho que é stress. Até de beber eu estou afastado. O que será isso, meu Deus? Talvez sejam os astronômicos gastos que eu tive nesse início de ano: seguro e revisão do carro, anuidade da OAB, cartão de crédito, etc. Deve ser frescura então, sei lá.

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quinta-feira, janeiro 26, 2006

Clássicos do metal farofa: BON JOVI - "Slippery When Wet" (1986)


Muito antes de Jon Bon Jovi virar o sexy symbol, ator e mega-star da atualidade, ele tinha uma banda que tocava hard rock, se vestia com roupas coloridas e seu cabelo era tão armado que qualquer um podia jurar que estava diante de um cover da Tina Turner (!)

Em 1986, o conjunto americano lançou o seu terceiro e melhor disco, contendo os hits "You Give Love A Bad Name", "Livin' On A Prayer", a country "Wanted Dead Or Alive" e a balada mela-cueca "Never Say Goodbye". Outros destaques são as rockers e esquecidas: "Raise Your Hands" (com um riff de guitarra matador, mostrando que Ritchie Sambora também era um guitar hero), "Let It Rock" e "Wild In The Streets", que fecha o álbum.

Foi um verdadeiro estouro de vendas, porém usando uma fórmula diferente de fazer rock pesado: Ao contrário das outras bandas glam da época, como Mötley Crue, Poison e Dokken, cuja temática girava em torno de "sexo, drogas e rock 'n' roll", o quinteto de New Jersey abordava o amor e suas dificuldades, o que fez muita gente ouvir e se identificar (as pessoas adoram uma dor-de-cotovelo).

Após esse cd, a banda ainda lançou o bom "New Jersey" em 1988. Porém, foi freando gradativamente a veia rock 'n' roll de seu som, investindo cada vez mais nas baladas românticas nos discos posteriores. Se por um lado conquistaram fama, milhões de fãs e dinheiro, ganharam também o preconceito implacável dos mais radicais. Uma pena...

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quarta-feira, janeiro 25, 2006

Clássicos do rock: QUEEN - "A Night At The Opera" (1975)


A Night At The Opera foi o quarto álbum da carreira do Queen e o primeiro a vender mais de 1 milhão de cópias, tendo permanecido por 17 semanas no topo dos ‘charts’ britânicos.

Com uma grande produção de Roy Thomas Baker, as músicas refletem o espírito da banda naqueles tempos: rock pesado com "I'm In Love With My Car"; baladas românticas com "Love Of My Life" (aqui em uma versão bem diferente da acústica, imortalizada nos shows da banda) e "You're My Best Friend"; experimentalismo com "The Prophet's Song" e folk com " '39".

É deste disco, também, a irretocável "Bohemian Rhapsody". Esta canção épica, com seus vocais operísticos e mais de seis minutos de duração, foi eleita recentemente a melhor música do rock'n roll em todos os tempos. Alguns afirmam que o vídeo-clipe desta música foi o primeiro a ser produzido na história.

Esse é um perfeito começo para quem ainda não possui nenhum ítem da enorme discografia do conjunto liderado por Freddie Mercury.

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segunda-feira, janeiro 23, 2006

Poderia ter sido pior


Sempre fui taxado de pessimista pela minha mãe. Na verdade, modéstia à parte, sou realista e quase sempre acabo acertando.

Ontem teve clássico e eu já esperava pelo desfecho. Apesar do adversário ter merecido a vitória (indiscutivelmente muito superior) e de uma certa má vontade da arbitragem, ficou latente a atual PÉSSIMA qualidade técnica, tática e física do Paysandu.

Parabéns à nossa torcida que, pode até não ser a maior, nem receber todo o "confete" da mídia, mas compareceu em excelente número, vide a realidade complicada pela qual o time passa.

É preciso melhorar muito para que a situação seja revertida. Mas ainda dá tempo, eu acredito ;)

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